Após denúncia do movimento sindical, a 1ª Vara do Trabalho de Palmas (TO) multou o Itaú em R$ 1,2 milhão pela imposição de metas abusivas. O órgão declarou que o banco deve “abster-se de estabelecer metas inatingíveis ou que exijam esforço excessivo, incompatível com a jornada de trabalho e a saúde dos empregados”.
Segundo um líder do movimento sindical, a decisão confirma o que vem sendo exposto, todos os dias, pelas entidades sindicais. “As metas abusivas são pauta das nossas negociações com o Itaú e com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). O problema está no modelo de gestão e é importante o reconhecimento da Justiça de que a situação é insustentável para bancárias e bancários”, explicou.
A multa veio após constatação de não cumprimento de obrigações acordadas com o Ministério Público do Trabalho no Tocantins (MPT-TO). O Inquérito Civil foi instaurado depois que o Sintec-TO denunciou o excesso de serviço, que causa problemas físicos e psicológicos em funcionárias e funcionários. Na denúncia, foi citado o caso de uma bancária que passou mal e teve um aborto espontâneo.
O relatório produzido por auditores fiscais do Trabalho concluiu pela persistência do assédio moral organizacional, identificando 4.018 benefícios acidentários (B91) no banco. Foram encontradas, também, evidências de exposição de rankings de produtividade nas agências, o que contraria a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria.
Fonte: Bancários de BH e Região
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